COPA 2014 FEDERAÇÕES ACERN WASHINGTON JOSÉ CARLOS GUERRA JR EDMO SINEDNO RADIO ESPORTIVO VITOR PALMEIRA WALFRAM VALENTIM MANOEL CIRILO PAULO NOGUEIRA36° CONGRESSO DA ABRACE
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ABRACE reuniu em Palmas TO, os cronistas de todo Brasil para detalhar a copa de 2014 no seu 37°congresso.
A vitória maiúscula sobre a Americana garantiu a permanência do alvinegro na 2ª Divisão do futebol brasileiro. Com o calendário cheio para 2012, o ABC tem que se preparar para cumprir um papel digno, sem sobressalto, nas campanhas em que vai participar. O bicampeão do RN terá no América seu principal adversário, já que seu rival há 8 anos não sabe o que é se sagrar campeão potiguar. O ABC perdeu alguns de seus principais jogadores, mas terá que repor com urgência, assim como o América, pois o time terá que ser remontado aproveitando o campeonato regional para ajustar linhas e aprovar jogadores. Acabou o tempo de fazer um time meia boca para disputar o estadual e montar outra equipe para a disputa nacional. Se cometer esse erro cai do cavalo.
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NA ZONA DO AGRIÃO
O ABC E O AMÉRICA TRANQUILOS. A SÉRIE B ESTÁ GARANTIDA.
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Alô torcida potiguar é com prazer que utilizo esse espaço do site da ACERN para nos comunicarmos. Com essa expressão que tomo como título e um Alô Amigos! João Saldanha começava seus comentários nos rádios cariocas. Gaúcho, radicado no Rio de Janeiro, Saldanha tornou-se uma figura folclórica e cheia de histórias para contar. Foi treinador no Botafogo, seu clube do coração, da seleção brasileira num verdadeiro choque cultural em plena ditadura militar, impingindo sua personalidade marcante. Não está mais no mundo dos vivos, mas sua passagem ficou imortalizada. Homenageio de forma singela esse homem que não conhecia a palavra medo.
Almir no jogo final do Carioca de 1966, contra o Bangu. Brigou todo mundo. Na foto o goleiro Ubirajara tenta conter o ímpeto agressivo do jogador do Flamengo. Entrei dias desses no site do bangu.net. Lá pelas tantas, lendo a súmula de um Flamengo x Bangu de 1966, submergiu de minhas lembranças essa figura marcante. Bom jogador tinha na raça e no temperamento intempestivo suas principais marcas. Jogou no Sport se destacando e despertando interesse do Vasco da Gama. Jogou no Santos de Pelé, sendo figura principal na final contra o Milan, em pleno Maracanã, num campeonato mundial de clubes. Andou pelo rubro negro carioca, me fazendo recordar vivamente de dois jogos. O primeiro contra o Bangu, um timaço nessa época com Paulo Borges, Parada, Aladim, Fidélis, Ubirajara e outros mais. O jogo era pelo
TV ESPORTIVA CLUBES DO RN ASSOCIAÇÕES CRONISTASALMIR, O PERNAMBUQUINHO
Aos amigos que nos acompanha nesta coluna desejamos que 2012 seja um ano de muitas realizações. Esperamos continuar fazendo o melhor para que as informações cheguem com precisão e responsabilidade.
CONTINUAREMOS JUNTOS EM 2012
turno, jogo difícil num domingo chuvoso, disputado palmo a palmo. Lá pelos 40 minutos do segundo tempo, bola na área do Bangu, quando pela direita vem o cruzamento. Bola fora de alcance da tentativa de defasa de Ubirajara, cruzando a pequena área, mas distante também dos atacantes do Flamengo, Silva e Almir. A solução encontrada por Almir: na corrida se atira de peito na lama e vai escorregando, ganhando velocidade, até encontrar a bola, rasteira e rente à grama ou o que restava dela. Bola no fundo da rede e Almir correndo enlouquecido, com o seu rosto coberto de lama, sem esconder a alegria de assinar um belo com a sua marca. No segundo turno, valendo a final do campeonato, Bangu 3x0 no placar, Ladeira centro avante do alvirrubro carioca, ensaia algumas gracinhas. Almir não se contém e parte atrás do apavorado Ladeira. O jogo acaba aí com briga generalizada no gramado. Almir após deixar o futebol, morre pouco depois assassinado no Leme, zona boêmia de Copacabana.
Botafogo de 1967, campeão carioca. Na foto Leônidas que jogou no América. O ataque do alvinegro carioca com Rogério, Gerson, Roberto, Jairzinho e Paulo César Caju. O local: General Severiano, estádio do Botafogo. Época: Anos Dourados. No campo, Gérson o canhotinha de Ouro e Paulo César Caju treinam lançamentos de longa distância.
BONS TEMPOS
Na intermediária, próximos ao meio campo, os craques alternam lançamentos para a direita e para a esquerda servindo um suposto ataque. Nos bicos da grande área, um de cada lado, lenços presos ao gramado, são seus objetivos. A precisão é matemática. As bolas são lançadas para atingir essas pequeninas marcas. Batida na bola por baixo e com efeito contrário para que ela perca velocidade quando tocar no gramado. Jairzinho e Roberto Miranda se fartaram de fazer gols com essa jogada ensaiada. Hoje, raro momento de prazer quando vemos lançamentos perfeitos. Passes de 3 metros saem imperfeitos. Não é saudosismo! É a mais pura reverência para quem nos acostumou a saborear a mais fina iguaria do nosso futebol.
- Ora, de couro seu Gentil, respondeu o desajeitado e desconfiado boleiro. (Na época de fato era). Continuou o calmo treinador: - O couro vem de onde? - Da vaca, não é seu Gentil? - Muito bem, e a vaca faz o quê? - Ela pasta... Gentil não deixou o “craque” concluir, perguntando de bate pronto: – Isso mesmo, e onde ela pasta? - Na grama! Respondeu numa felicidade só. - Ótimo, e você sabe que vaca não voa, não é mesmo? - Claro professor! - Então, pelo amor de Deus, ponha essa bola no chão! Taí uma boa sugestão para a equipe americana embora as bolas hoje em dia não sejam feitas de couro. Mas vale a máxima de Gentil, que virou folclore no nosso futebol. Jogadores com capacidade par Uma das frases célebres de Gentil Cardoso: “A bola é de couro, o couro vem da vaca, a vaca gosta de grama, então joga rasteiro, meu filho
Respondia no alto da minha teimosa personalidade sonhadora: - Tucuruí me espera. A hidroelétrica não pode parar! Quanta pretensão, movida talvez pela ânsia do conhecimento, do aprendizado da vida, escola superior onde cada momento é uma aula prática, pela experiência ímpar a ser enfrentada em tão tenra idade. Vivia-se um outro Brasil,
com O Remo dividia com Tuna Luso e o Paysandu a preferência e a força do futebol paraense. E aí Raimundo não parava de falar. Alcino era seu grande ídolo, artilheiro da equipe que aprontava algumas peripécias quando enfrentava os grandes quando passavam por lá, disputando o maior campeonato brasileiro em termos de participação de clubes. Detinha o conhecimento passado pelo mais importante veículo de comunicação. A TV ainda não dispunha da tecnologia de hoje em dia. Engatinhava na busca de aprimoramento. Imagino como estará ou estaria o bom Raimundo hoje. Vivo? Com a sobre carga que a vida lhe reservava? Morto? Mais uma vítima da malária e do tifo? De qualquer forma mais um brasileiro amante do futebol, e que foi tão desrespeitado nessa última Copa do Mundo. Alcino Neves dos Santos Filho, este é o nome do maior ídolo da história do clube do Remo. Nascido dia 24 de março de 1951, o atacante que jogou quatro vezes a primeira divisão do campeonato brasileiro pelo Remo fez história vestindo a camisa azulina. Ele começou a jogar futebol no Madureira(RJ), só que lá não conseguiu demonstrar um futebol sequer razoável. Os motivos da contratação dele pelo Remo são desconhecidos, pois para que um atacante grandalhão, desengonçado e sem um histórico de conquistas e boas atuações ia ser contratado? Chegou sob desconfiança aos olhares de diretores e torcedores, mas em pouco tempo conquistou a confiança de todos com sua irreverência. Dizem os antigos que Alcino, que tinha um fusca, subia a rampa do Baenão em plena madrugada, ligava os refletores, acordava um dos companheiros de equipe ou o da comissão técnica e pedia para que ficassem jogando a bola para ele cabecear, chutar e treinar fundamentos. Alcino era um grande fã de John Travolta, um certo dia amanheceu dançando na boate Papa Jimmy, famosa em Belém nos anos 70, às vésperas de um jogo. Chegou ao estádio acabado, pediu para dormir um pouco e acabou saindo “no braço” com o técnico azulino Paulo Amaral, o seu algoz com quem mantinha uma relação de amor e ódio. Apesar do “arranca-rabo”, entrou em campo e marcou dois gols, só para depois comemorar a vitória abraçado com Amaral como se nada tivesse acontecido. Era comum o atleta desaparecer em dias de jogos do Remo. Uma certa vez em Pernambuco, antes da partida entre Remo e Náutico, Alcino sumiu. O jogo iniciaria às 16:00, eram 14:00 e ninguém sabia o paradeiro do atleta. Membros da diretoria saíram à procura do jogador, que foi achado em um bar, embreagado. Chegou ao estádio dos Aflitos, tomou uma boa ducha e entrou no segundo tempo. Acreditem se quiser, marcou dois gols e deu a vitória ao Clube do Remo de virada: 2 x 1. Mais uma história do centroavante é que, durante um jogo com o Paysandu, após driblar dois zagueiros e o goleiro, sentou na bola a dois palmos da linha do gol antes de fazer balançar as redes do time adversário. Terminou expulso, mas provavelmente contente pela vitória dos azulinos por dois a zero em cima do time bicolor e por ter acrescentado mais um fato pitoresco à sua lenda pessoal. Sempre que o Remo ia jogar no Rio de Janeiro o Alcino ou ficava doente ou dava um jeito de não ir. Depois foi descoberto que era porque, na juventude, ele havia participado de um assalto na capital carioca e contra ele tinha um mandado de prisão. Morria de medo de ser reconhecido. Quando jogava no Rio Negro, de Manaus, roubou o ônibus do time e saiu dirigindo pela cidade com a equipe toda dentro do veículo. Terminou atropelando um rapaz que estava atravessando a rua, por isso chamado de Negão Motora. Além de suas histórias, Alcino tem números também impressionantes. Pelo Remo marcou 33 gols em 79 jogos, média de quase meio gol por jogo, números do campeonato brasileiro da Série A. Ainda pela primeira divisão nacional, foram mais 75 jogos com 29 gols marcados, somando jogos pelo Grêmio (RS), Portuguesa (SP), Bangu (RJ), Atlético (GO) e Rio Negro (AM).
O ABC AINDA ESTÁ INQUIETO Apenas na última rodada o alvinegro poderá ter a garantia de sua participação em 2012 na Série B. O time chegou até ser líder na tábua de classificação no início do campeonato, mas de deixou abater, com resultados inesperados obtidos no Frasqueirão, estádio que teve papel decisivo na conquista na Série C ano passado. Uma boa reformulação deve ser feita, corrigindo rumos para que o clube possa participar com força total do calendário do próximo ano. A Série B é dificílima. E para o futebol do RN é essencial que as duas maiores expressões do nosso futebol estejam sempre em pé de igualdade, aumentando a rivalidade, sem violência, engrandecendo nossas principais equipes. Não se concebe o América sem o ABC forte, nem vice-versa. É uma necessidade.Que o ABC consiga essa classificação, fora de seus domínios, provocado pelo mau comportamento de um torcedor. As dificuldades serão muitas nesse jogo. O Americana ainda tem esperança de classificação. E chama-se Americana. Embora muitos discordem, torço para que ambos, ABC e América se enfrentem em 2012 na Série B.
Hidrelétrica de Tucuruí nos dias de hoje, em pleno funcionamento. O ano era 1974. O cronista que vos escreve, recém saída do Exército como oficial da Reserva resolve trabalhar na Amazônia. Alvoroço na família. Você é maluco! Lá só tem tifo e malária! Gritavam mãe e irmãos num coro responsável.
O PODER DO FUTEBOL.
OAMÉRICA JÁ ESTÁ NA SÉRIE B. O ABC AINDA NÃO! Por ironia do destino o América, que vinha aos trancos e barrancos nesse ano de 2011, conseguiu garantir antes do ABC sua participação na Série B de 2012. Claro que isso se deve ao calendário, mas não deixa de ser motivo de gozação entre as torcidas. Essa é uma gozação sadia, inserida no contexto (êta expressão antiga, mas que pega bem no assunto), sem violência nem agressividade, sem ofensa nem desrespeito. A vitória americana contra o Paysandu foi dramática, com gol anulado, frango do “Paredão”, capricho da posição mais ingrata num time de futebol, castigo ao Fabiano que é um grande goleiro, importantíssimo nessa campanha que passeou na esperança ao descrédito. Teve pênalti perdido, e gol do Max, que por vezes parece tão fora de si, com profusão de cartões, desfalcando a equipe em horas impróprias. Mas seu gol classificou novamente o América.O alvirrubro está tendo uma nova oportunidade de se organizar como merece para fazer de 2012 um ano totalmente diferente desses últimos. Como? Um belo campeonato potiguar, quem sabe, com a conquista do título, quebrando esse jejum indigesto, garantindo participação na Copa do Brasil , uma participação decente na série B, sem sobressaltos ao torcedor. A volta para a série A é um sonho longínquo. Mas uma participação importante é possível e desejável. A concretiza duas maiores expressões do nosso futebol estejam sempre em pé de igualdade, aumentando a rivalidade, sem violência, engrandecendo nossas principais equipes. Não se concebe o América sem o ABC forte, nem vice-versa. É uma necessidade.Que o ABC consiga essa classificação, fora de seus domínios, provocado pelo mau comportamento de um torcedor. A concretização para contrução do estádio próprio deve ser perseguida como obsessão. O América pela sua grandeza tem que ter seu estádio próprio. O Parque das Dunas após sua construção ainda é uma incógnita quanto a sua utilização pelos clubes potiguares. Mas isso é um assunto a ser discutido em outra oportunidade.
FAZ TANTO TEMPO... Gentil Cardoso, antigo treinador do futebol brasileiro lá pelos idos de 60, com seu jeito bonachão e seu inseparável boné e megafone não se conteve e interrompeu certa vez um treino do Bangu. Pega a bola e a coloca debaixo do braço e chama a atenção de um jogador do alvirrubro carioca que insistia em dar chutões: - Meu filho, a bola é feita de que?
ACERN UMA HISTÓRIA DE LUTA